Por que a embolização virou destaque na oncologia?

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Nos últimos anos, a embolização tem ganhado destaque como uma abordagem minimamente invasiva e cada vez mais adotada na medicina intervencionista. A técnica, utilizada em diversos tipos de tumores, vem sendo aplicada tanto no contexto paliativo quanto como parte do tratamento combinado com outras terapias oncológicas.

Trata-se de um procedimento que bloqueia o fluxo sanguíneo de artérias que irrigam tumores, contribuindo para o controle da doença, melhora de sintomas e, em muitos casos, permitindo intervenções mais seguras. Como envolve acesso guiado por imagem e cateterismo arterial, sua aplicação requer um planejamento cuidadoso e um time experiente em radiologia intervencionista.

ROI Brasil, grupo formado por médicos radiologistas oncológicos intervencionistas, atua em conjunto com instituições de saúde que desejam ampliar o acesso a procedimentos modernos e baseados em evidência. Neste artigo, vamos apresentar os principais motivos pelos quais a embolização se tornou uma técnica valorizada na prática oncológica atual.

O que é a embolização e como ela atua no câncer?

A embolização é um procedimento médico que consiste na introdução de materiais específicos no interior de vasos sanguíneos, com o objetivo de obstruir o fluxo de sangue para uma região previamente mapeada. Sendo assim, no contexto da oncologia, essa técnica é utilizada para comprometer o suprimento de oxigênio e nutrientes ao tumor, limitando seu crescimento ou facilitando sua abordagem por outras vias.

Além disso, a embolização pode ser utilizada para reduzir sangramentos causados por tumores vasculares, controlar dores intensas ou tratar complicações associadas ao crescimento tumoral. Em alguns casos, pode até reduzir o volume tumoral antes de uma cirurgia, tornando o procedimento mais seguro para o paciente.

Aplicações mais comuns na prática clínica

A embolização é indicada em diferentes tipos de câncer. Suas aplicações mais comuns incluem:

  • Tumores hepáticos, como o hepatocarcinoma
  • Metástases hepáticas, principalmente de origem intestinal
  • Tumores renais com sangramento ativo
  • Miomas uterinos volumosos ou sintomáticos
  • Tumores ósseos dolorosos ou sangrantes
  • Angiomiolipomas
  • Tumores neuroendócrinos

Cada caso é avaliado de forma individualizada, considerando características clínicas, localização do tumor e condições do paciente. Dessa forma, a técnica é integrada a uma abordagem terapêutica mais ampla, muitas vezes associada à quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

Por que a técnica tem sido cada vez mais utilizada?

Diversos fatores explicam a valorização da embolização na atualidade. Um dos principais é o avanço na tecnologia dos materiais embolizantes, que possibilitam maior precisão no bloqueio vascular. Além disso, a melhora na qualidade das imagens radiológicas permite um planejamento mais seguro e personalizado.

Outro ponto relevante é o perfil minimamente invasivo do procedimento. Como a embolização é realizada por meio de punção, geralmente na virilha ou no braço, a recuperação costuma ser mais rápida em comparação a cirurgias abertas. Isso reduz o tempo de internação e, consequentemente, o impacto no sistema hospitalar.

É importante ressaltar que a técnica não substitui os tratamentos convencionais. Em vez disso, atua como complemento estratégico dentro de protocolos integrados, promovendo benefícios clínicos em situações específicas.

Benefícios observados na rotina hospitalar

A presença da embolização no ambiente hospitalar permite um leque maior de abordagens para pacientes com tumores avançados ou que apresentam contraindicação para cirurgias convencionais. Os principais benefícios observados incluem:

  • Redução de volume tumoral para facilitar ressecções cirúrgicas
  • Controle de sangramentos agudos ou recorrentes
  • Alívio de dor em tumores ósseos ou abdominais
  • Melhora funcional em órgãos comprimidos por massas tumorais
  • Apoio à terapias ablativas, como radiofrequência e quimioembolização

Esses resultados, quando bem indicados, contribuem diretamente para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes e para a organização da linha de cuidado oncológica.

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Como a embolização se integra aos centros de oncologia

O sucesso da embolização na oncologia depende não apenas da técnica em si, mas também da integração com as demais áreas da medicina. Por isso, é essencial que clínicas e hospitais que oferecem tratamento oncológico contem com uma equipe de radiologistas intervencionistas capacitada e disponível para colaborar com os oncologistas clínicos e cirurgiões.

Essa colaboração torna o atendimento mais resolutivo e alinhado com os princípios da medicina multidisciplinar. Além disso, amplia o número de opções terapêuticas mesmo em cenários considerados complexos ou com poucas alternativas convencionais.

Na prática, o investimento em uma equipe de radiologia intervencionista amplia a capacidade de resposta dos serviços de saúde frente aos desafios do câncer.

O papel da personalização no planejamento do procedimento

Nenhum procedimento aplicado de forma padronizada na radiologia intervencionista. O planejamento da embolização personalizado, com base em exames de imagem, análises laboratoriais e avaliação clínica completa.

A escolha dos materiais embolizantes, o local exato da intervenção e o tipo de controle pós-procedimento variam conforme a anatomia e as características do tumor. Esse cuidado reduz riscos, melhora o controle da dor e otimiza os resultados alcançados.

Assim, a segurança do paciente e o alinhamento com os princípios éticos da medicina permanecem como pilares centrais de todo o processo.

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Barreiras e mitos ainda enfrentados

Apesar de seu crescimento, a embolização ainda enfrenta desafios. Entre eles, destaca-se o desconhecimento de parte das equipes médicas sobre suas indicações e benefícios. Muitos hospitais ainda não possuem infraestrutura adequada ou profissionais treinados para implementar o serviço com regularidade.

Além disso, há dúvidas sobre a cobertura de planos de saúde e sobre o tempo de recuperação, o que leva a uma certa hesitação na indicação. Por isso, informar e capacitar os tomadores de decisão nas instituições de saúde é uma etapa importante para a expansão da técnica.

Grupos como a ROI Brasil atuam justamente nesse ponto: promovendo o acesso a médicos capacitados e apoiando a implementação responsável da radiologia intervencionista em centros oncológicos.

Embolização e o futuro da oncologia intervencionista

A tendência é que a embolização continue ganhando espaço nos próximos anos. Isso se deve ao avanço dos estudos clínicos que reforçam sua efetividade, à expansão da tecnologia em imagem e à consolidação de equipes multiprofissionais que trabalham em conjunto na condução dos casos.

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Com mais evidência científica disponível e maior aceitação por parte das equipes clínicas, espera-se que a embolização passe a fazer parte da rotina hospitalar em diferentes contextos, incluindo centros de menor porte.

É importante destacar que a adoção dessa prática deve sempre seguir as diretrizes éticas e legais, respeitando o perfil individual de cada paciente e a autonomia dos profissionais envolvidos.

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Investir em radiologia intervencionista é ampliar possibilidades

Portanto, a embolização representa uma oportunidade concreta de ampliar as possibilidades terapêuticas em centros médicos que atuam com pacientes oncológicos. Mais do que uma inovação, trata-se de um recurso seguro, versátil e aplicável a diferentes realidades hospitalares.

Sendo assim, para clínicas e hospitais que buscam parceiros experientes em radiologia intervencionista, contar com o apoio de um grupo como a ROI Brasil significa integrar uma abordagem moderna, ética e adaptada à realidade brasileira.

Se você é gestor da área da saúde e deseja expandir a capacidade do seu serviço oncológico, vale a pena conhecer como a embolização pode agregar valor à jornada dos seus pacientes.

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